Por você, mãe, eu SOU.

13 05 2012

“Pra vc eu guardei o amor infinito…”

Se, quando eu for mãe, eu conseguir ser metade do que vc é, meus filhos serão pessoas de bem e eu poderei ser orgulhosa disso.
Se um dia, quando eu for mãe, eu for capaz de metade da entrega e da renúncia que você pratica diariamente, meus filhos serão agraciados com o exemplo.
Se um dia, quando eu for mãe, meu olhar for capaz de transmitir um terço do amor que os seus me transmitem, meus filhos saberão o que é amor de mãe e se sentirão as criaturas mais protegidas e amadas de todo o mundo.

Amor de mãe é uma coisa assim, sem explicação. Não dá pra traduzir mãe nem usando todas as palavras mais lindas da língua portuguesa. Assim sendo, aceito apenas sentir, tá?

Se em qualquer dia da minha vida alguém me perguntar o que eu acho que poderia ser, e que me faria muito feliz, eu responderei, sem pestanejar:

Ser mãe… Como Maria Josefa.





Calar ou não?

8 05 2012

Sempre pequei pelo excesso de fala. É meu. Eu falo mesmo, não gosto de meias conversas e de coisas ditas pela metade e que permitam qualquer tipo de dúbia interpretação. Sou clara e determinada, até demais. Por essas e outras, já paguei o preço por falar quando não devia, ou quando alguém não estava preparado pra escutar o que eu pensava.

Entre trancos e barrancos, ainda prefiro o falar ao calar. Na verdade, o exercício do calar ainda é algo que eu tenho tentado aprender. Na esfera do social, quando é determinante que eu me porte de forma A, B ou C em função de quaisquer motivos profissionais, vá lá… Estou bem melhor. Sem falsa modéstia. Mas, na esfera pessoal, continuo a mesma. Minha sinceridade é sempre minha maior aliada e minha pior inimiga.

A verdade é que eu odeio perder tempo. Até tentando adivinhar o que os outros estão querendo ou pensando e se tem uma coisa que me irrita, profundamente, é essa tal da dúvida. O que é mais difícil? Descobrir o que quer ou falar o que pensa ou sente? Ou todas as opções? Faça-me o favor…

Aí eu falo, falo, falo, tentando, às vezes em vão, ser correspondida nas palavras e tentando colocar os pingos nos is, sempre. E quando isso não acontece… Ah, frustração. Aí, pra não perder tempo me torturando com a tal da dúvida, eu calo. Mas, calar sentimento é punk! Na verdade, acho mesmo que a pior forma de matar um sentimento é deixar que ele morra sufocado pelo silêncio, aos poucos… Asfixia sentimental é desumana. Mas, às vezes, é inevitável. Poupa dores de cabeça futuras.

(Assim bem disse a minha querida Dijna Torres)





21 04 2012

Sabe quando você está tão confusa que não consegue sequer organizar ideias, quem dirá sentimentos?

Pois bem… Essa sou eu.

Sem mais para o momento.





Ser diferente também faz bem…

7 04 2012

“Eu acho mesmo que o mundo precisa de pessoas mais apaixonadas… Por elas mesmas.”

Essa frase da Fernanda Mello caiu como uma luva para o meu discurso por diversas vezes essa semana. Onde raios se escondeu o tal do “amor próprio”? Estou quase afixando cartazes de PROCURA-SE pelas ruas. Vivemos num mundo em que seguir padrão é ideal e a autenticidade saiu de moda. O certo é ser igual e, não sendo, melhor se esconder, tamanha vergonha que isso causa. Ou, para seguir o padrão, mudar.

A mesmice me dá náuseas. O falso agrado me incomoda. Quero mais é que “se exploda” o que for politicamente correto demais e que se afaste de mim quem se deixa minimizar por que ou por quem quer que seja. Me aceito com todos os meus defeitos, que são tão especiais quanto meus. Costumo dizer que a gente ama alguém pelos seus defeitos. Explico: Amamos alguém pelo nível de tolerância que temos aos defeitos dessa pessoa. Então, não tomo como normal quem tenta disfarçar o que é para assumir uma postura desejada ou um padrão imposto. Acho isso de uma covardia sem tamanho. E, agindo assim, a pessoa atrai para si quem se aproveita de tal fraqueza. Essa geração dos irritantemente iguais e da conduta moderada pela conveniência e, principalmente, pelo conformismo é demasiado injusta.

Não é legal que alguém permita que qualquer pessoa tenha o poder de acabar com a sua autoestima ou com a sua força de vontade. Isso mata o que se pode ter de mais especial: a personalidade. Ninguém é igual a qualquer pessoa, opiniões diferentes não são agressões e os gostos diversos determinam as companhias, afetos e até desafetos. Uma personalidade em formação não é pecado. Mudar de opinião mediante argumentação coerente não é defeito. O que não vale é anular a si mesmo em função do que se considera “perfeito”. Me convença de algo, me faça crer no que você pensa, me apresente algo legal como uma alternativa. Mas, as escolhas, os pensamentos e os gostos são meus. Consiga gostar de mim assim. E, se não puder gostar, aprenda, apenas, a me respeitar, tá? Já é um bom começo…

“Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.”

Chaplin





INsegurança…

26 03 2012

É triste. É chato. É imprevisível. A gente sempre pensa no que vai fazer ou como vai reagir quando a INsegurança pública chegarr a nos atingir de alguma forma. A verdade, é que, me conhecendo como me conheço, reagi exatamente como imaginava que o faria.

Na sexta, num bairro nobre da minha querida Aracaju, enquanto abria o meu carro, um homem me abordou, colocou uma arma nas minhas costas e me disse para entregar minha bolsa e meu celular. Me virei para obedecer sem pestanejar e confesso que nem olhei para o rosto do homem na moto, com medo da reação dele, de posse da arma. Não sei exatamente por que motivo mas, ele desistiu da ação e me deixou seguir em frente.

Hoje, fui à igreja, como de costume, e com o objetivo de agradecer a Deus por não ter sido molestada de qualquer forma. Qual não é minha surpresa quando minha irmã me chama para avisar que a porta do meu carro não abria e que a trava estava estranha. Tinham tentado arrombar meu carro, sem sucesso. Saí da igreja, fui pra delegacia e acionei o seguro do carro. Simples, calma e objetiva.

Agora a ficha caiu, sabe? Fiquei triste. Em menos de 72h passei por situações tão chatas! Claro que, graças a Deus, eu não passei por maiores dissabores. Graças a Deus minha irmã não encontrou com os marginais que tentavam arrombar o carro. Mas, fiquei triste por pensar em outras pessoas que já estiveram na mesma situação que eu, com menos sorte. “O que aconteceu com Aracaju? Tão pacata antes…”, um amigo indagou quando relatei o que tinha acontecido comigo no último fim de semana.

Não vou entrar na discussão a respeito da situação da segurança pública e dos motivos pro aumento da marginalidade… Mas, a sensação de impotência é uma coisa horrorosa. Não falo baseada no episódio do arrombamento do carro mas, ter uma arma apontada pra você é algo terrível!

Mas, como fiz questão de dizer pros amigos que entraram em contato… “Fé em Deus e pé na tábua”.  Se é com essa situação que temos que lidar sempre, vamos em frente. Me faz bem pensar que situações como essas nunca mais vão acontecer comigo, embora eu saiba que não posso controlar isso e que, como meu pai sempre diz, “temos que tomar cuidado o tempo todo”.

O que fica pra mim, dessa história toda, é a certeza de que estou dando muito trabalho ao anjinho da guarda que Deus me reservou. E ele tá trabalhando direitinho, né?

 

 

“Em paz com a vida e o que ela me traz
Na fé que me faz otimista demais”

 





A geração de plástico?

20 03 2012

“Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
Que insiste em nos rodear…

Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera…”

Ah, Lulu, como eu gostaria que você estivesse certo quando canta lindamente esses versos…

O que eu vejo, a cada dia que passa é a lei da indireta. Onde foram parar as conversas francas, as palavras bem ditas, a verbalização do pensar e do sentir? Não sei se acontece o mesmo com vocês mas, palavra que eu engulo dói. Sério! Parece que desce rasgando tudo…

Por isso sou adepta do bom e velho falar. Se eu tenho algo a dizer pra alguém, eu espero uma boa oportunidade e digo. Claro, penso direitinho se vale a pena dizer mas, não sufoco algo que eu sinto ou penso por medo ou vergonha de falar. Acho que é muito injusto exigir que alguém que leia seus pensamentos ou suas expressões faciais ou corporais. Ah, fala sério! Isso dá um mega trabalho. Custa falar de vez em quando?

Sei lá… Às vezes, acho mesmo que ando na contramão dos comportamentos… Vejo pessoas se escondendo atrás de fakes nas redes sociais, tenho amigos que há séculos não pedem desculpas por vergonha, vejo amigas que morrem só de pensar em fazer um elogio pra alguém ao vivo e, no máximo, o fazem pela internet (e olhe lá) e fico me perguntando: Em que sentido vão as relações pessoais?

Eu não tenho vergonha ou medo de dizer a alguém que o achei bonito, nem de dizer aos meus queridos que estou chateada ou magoada, nem de admitir quando não entendo de algum assunto, nem de fazer perguntas quando julgo pertinentes. Acho que certas coisas podem e PRECISAM ser ditas. Outras poderiam ser enterradas de tão desnecessárias que são. Cabe a nós ter o senso crítico pra discernir a respeito.

O que existe hoje é uma auto censura, mais velada que embalagem a vácuo. Isso me enrerva. O medo do que os outros vão pensar ou falar deu origem à cultura dos zumbis. Sou fã, mesmo, é de quem fala olhando nos olhos. Acho isso de uma coragem incrível. Eu gosto de quem tem coragem de se expor, mesmo que moderadamente. Gente de verdade, ama, sofre, sente, fala. Não é um boneco que só concorda com os outros ou posta as frases prontas – sejam elas de qualquer teor. Gente, mesmo, tem opinião própria e muda quando é vencido por argumentos. Mas, pensa e sente, de maneira independente. Não faz o tipo photoshop forever e www.opensador.com.br nas atualizações das redes sociais. Gente assim cansa. E me enche de tédio.

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Simplesmente equivocada…

27 02 2012

Sobre a nota no Correio de Sergipe, publicada por Denison Santana, na capa do caderno Singular deste domingo.

 

 

 

 

 

Tenho, por conduta pessoal e profissional, o cuidado de assumir privada ou publicamente o que falo. Portanto, se o conteúdo da nota acima fosse verdadeiro, não faria nenhuma manifestação. Mas, o que foi declarado não procede. Toda a nota esta equivocada, desde a minha profissão, até a afirmativa errônea de que houve, em minha conta PESSOAL no Facebook menção pejorativa a realização do Rasgadinho no carnaval de Aracaju.

Embora não tenha falado absolutamente NADA sobre o Rasgadinho no meu facebook e diferente do que sugere a nota publicada, louvo a realização do bloco. Ele se configura como uma opção sadia para quem passa o carnaval em nossa cidade.
Como muitos dos que me conhecem sabem, há alguns anos opto por passar carnaval em Salvador, por motivos diversos, que vão desde compromissos profissionais até o encontrocom amigos. Essa é uma opção pessoal e nunca imaginei ter que justificá-la em público.

Tomei a iniciativa de pronunciar-me através desta nota para promover o devido esclarecimento a este respeito, a fim de que meus colegas que trabalharam com afinco, direta ou indiretamente, para que o carnaval em Aracaju fosse o sucesso que foi, não fiquem com a idéia errada de que estou “desmerecendo” o trabalho por eles realizado. Muito pelo contrário. Ele tem a minha completa admiração e conta com o meu apoio, caso necessário, em alguma etapa deste processo.

Aos que, segundo a nota, envolveram meu nome em comentários infundados, o meu pedido de atenção. Para estes, e para todos nós, fica a tirinha abaixo e a esperança de que atentemos para a responsabilidade que temos com o que falamos e escrevemos.


Aos amigos, que desde a noite de sábado me dão apoio e demonstração de carinho, na tentativa de minimizar minha chateação com o ocorrido, o meu muito obrigada.








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