É triste. É chato. É imprevisível. A gente sempre pensa no que vai fazer ou como vai reagir quando a INsegurança pública chegarr a nos atingir de alguma forma. A verdade, é que, me conhecendo como me conheço, reagi exatamente como imaginava que o faria.
Na sexta, num bairro nobre da minha querida Aracaju, enquanto abria o meu carro, um homem me abordou, colocou uma arma nas minhas costas e me disse para entregar minha bolsa e meu celular. Me virei para obedecer sem pestanejar e confesso que nem olhei para o rosto do homem na moto, com medo da reação dele, de posse da arma. Não sei exatamente por que motivo mas, ele desistiu da ação e me deixou seguir em frente.
Hoje, fui à igreja, como de costume, e com o objetivo de agradecer a Deus por não ter sido molestada de qualquer forma. Qual não é minha surpresa quando minha irmã me chama para avisar que a porta do meu carro não abria e que a trava estava estranha. Tinham tentado arrombar meu carro, sem sucesso. Saí da igreja, fui pra delegacia e acionei o seguro do carro. Simples, calma e objetiva.
Agora a ficha caiu, sabe? Fiquei triste. Em menos de 72h passei por situações tão chatas! Claro que, graças a Deus, eu não passei por maiores dissabores. Graças a Deus minha irmã não encontrou com os marginais que tentavam arrombar o carro. Mas, fiquei triste por pensar em outras pessoas que já estiveram na mesma situação que eu, com menos sorte. “O que aconteceu com Aracaju? Tão pacata antes…”, um amigo indagou quando relatei o que tinha acontecido comigo no último fim de semana.
Não vou entrar na discussão a respeito da situação da segurança pública e dos motivos pro aumento da marginalidade… Mas, a sensação de impotência é uma coisa horrorosa. Não falo baseada no episódio do arrombamento do carro mas, ter uma arma apontada pra você é algo terrível!
Mas, como fiz questão de dizer pros amigos que entraram em contato… “Fé em Deus e pé na tábua”. Se é com essa situação que temos que lidar sempre, vamos em frente. Me faz bem pensar que situações como essas nunca mais vão acontecer comigo, embora eu saiba que não posso controlar isso e que, como meu pai sempre diz, “temos que tomar cuidado o tempo todo”.
O que fica pra mim, dessa história toda, é a certeza de que estou dando muito trabalho ao anjinho da guarda que Deus me reservou. E ele tá trabalhando direitinho, né?

“Em paz com a vida e o que ela me traz
Na fé que me faz otimista demais”